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“Faça a Vontade Daquele que me Enviou”, por Tiago Vasques.


“Cristo me chamou para servir a eucaristia e aqui estou firme e forte.” – (Ac. Heitor)

Caros amigos... A paz de Jesus Cristo e o Amor de Maria Santíssima esteja com todos nós, sempre.

No dia 11 de dezembro de 2021, foi concedida a mim uma grande graça de Deus – Fui investido MECE – Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística na Paroquia São João Batista pertencente a Arquidiocese da cidade morena. Para isto houve uma intensa preparação de meses, realizada na paroquia que participo atualmente preparação essa, feita pelo pároco e diácono da mesma. Ressalto que antes disso e já há algum tempo, Deus fazia brotar no meu coração um grande desejo de ser parte atuante deste eficaz ministério de serviço existente em nossa Igreja Católica Apostólica Romana – pois sempre via os Meces no exercício de seu servir e isto alegrava o meu coração e me fazia com que eu os admirasse. Afinal, não há nada mais lindo e gratificante do que poder levar Jesus Cristo para as pessoas ainda mais de uma forma tão particular e transformadora na nossa vida e para o viver dos irmãos. Inicialmente quando foi feito o convite para quem sentisse a vontade de se tornar Mece em nossa comunidade, logo me prontifiquei, dado ao fato do desejo que ardia em meu coração para exercer essa missão tão sublime e única na vida de um cristão católico. Após me colocar de prontidão para este serviço pastoral, notei que não seria possível realizar este sonho de levar a comunhão aos mais necessitados. Por que? Por dois fatores: Primeiro eu não ia conseguir realizar e concluir o curso preparatório que estava sendo realizado na minha comunidade para estar apto para atuar como Mece após a investidura pelo fato de que na época, eu estava residindo na cidade de Petrópolis-RJ em virtude de estar no processo formativo e de um caminho vocacional na tentativa de ingressar em uma Comunidade Católica e o segundo fator que me impossibilitava de exercer a referida função é o fato de a maior parte das paroquia da arquidiocese que ora atuo não possuir a acessibilidade no que se refere a estrutura física para que um deficiente físico como eu, atuasse como Mece servindo o altar. Pois este fato, devido a minha deficiência física e dificuldade de locomoção – aos olhos dos homens, seria impossível que eu atuasse, pois, um ministro da comunhão eucarística realiza parte do exercício de sua função no Santo Altar de nosso Senhor. Lembro-me que após essa minha reflexão – quando eu já estava “conformado” e havia aceitado o fato de não poder e não ser possível me tornar um Mece em virtude dos fatores que mencionei anteriormente, continuei confiante e alegre o meu caminhar e viver de cristão católico apostólico romano que iniciei desde o útero materno. Alguns dias se passaram e para a minha surpresa e alegria, os queridos amigos pároco e diácono da paroquia que pertenço e ora atuo, entraram em contato comigo dizendo-me que caso ainda fosse da minha vontade eu poderia ingressar o curso preparatório para os novos Meces que iriam ser investidos na comunidade. E com o coração transbordando de felicidade e gratidão prontamente aceitei o convite de ingressar ao curso pois segundo o que me foi informado, se eu assim fizesse, iria ser parte da turma de novos meces que seriam formados ainda naquele ano. Sendo assim, desta forma eu fiz e houve tempo suficiente para que eu concluísse o referido curso.

E mesmo sendo sabedor das dificuldades que iria enfrentar no exercício do meu servir diante da nova missão com a qual Deus me presenteava, apenas disse sim e lancei-me para aguas mais profundas acreditando que com fé o nosso querido, bom e amado Deus faria a obra em mim, por mim, comigo e através de mim no momento em que eu ingressasse neste lindo ministério de serviço que sustenta a nossa igreja por meio do Sagrado Corpo e Sangue de nosso Senhor Jesus Cristo que é o nosso Rei e Salvador e autor da nossa vida e história, sendo ainda – a pessoa que conta conosco e nos convida para viver Nele, com Ele e para Ele para que possamos promover a evangelização pessoal e ambiental por meio do nosso testemunho de fé e com a nossa própria vida. Ainda sim uma pergunta insistia em não querer se calar dentro do meu coração: Como eu iria servir a Deus e ao próximo como MECE – Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística? Pois bem! Perguntei isto a Deus e por meio do meu pároco Ele respondeu-me o seguinte: “Você será bem-vindo a este ministério de serviço. Porém, não para servir no altar na Santa Missa, mas para levar comunhão aos doentes. Isto você irá conseguir fazer tranquilamente. Pois és uma pessoa de uma grande motivação, gosta de falar com as pessoas, tem uma esperança muito grande dentro de si e ao entrar na casa das famílias vai ser uma bênção de Deus e por meio de sua presença, Deus irá tocar muita gente. Este seu servir vai ser uma ferramenta de evangelização muito forte”. Ao escutar essas palavras que foram na pessoa do padre a “voz” de Deus para mim que impactou o meu coração, percebi que eu atuando como Mece seria um canal da graça de Deus e um sinal da presença viva de nosso Senhor Jesus Cristo que é a pessoa que é para nós, em nós e conosco perdão, salvação, cura e vida nova, sempre.

Basta dizer sim. O mais Deus Trino e Nossa Senhora realizam conforme o querer Divino em nós, por nós, conosco e através de nós em nossa vida, viver, caminhar e missão evangelizadora que nos foi confiada desde a nossa concepção, chamado a vida até alcançarmos e vivermos a plenitude da vida eterna no Céu que nos espera.

Ressalto que ter sido investido MECE – Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística recentemente foi realmente um presente que ganhei de Deus pois tudo o que Ele me respondeu concretiza a cada visita que sou conduzido a realizar a um enfermo (a) que necessita receber Jesus Cristo que é o verdadeiro e mais eficaz dos remédios que cura toda e qualquer enfermidade e nos proporciona deste modo, diariamente Nele – uma nova vida para que possamos promover a evangelização e cumprir a missão que nos foi confiada.

Para finalizar este texto, devo fazer um relato – Recentemente fui realizar uma visita a um enfermo (a) que Deus me confiou. Antes de fazer a referida visita, recordo-me que como de costume, me dirigi a um sacerdote para receber o Sacramento da Confissão e\ou reconciliação. Porque não dizer – Sacramento do Perdão, cura e do amor. Depois disto, realizei uma direção espiritual, coloquei-me em uma postura orante e fui para a residência daquela pessoa. Ao chegar junto com uma companheira de missão na referida casa, notamos que lá não havia ninguém. Pensamos assim: E agora! O que faremos? Afinal, estamos com o próprio Cristo vivo conosco. Logo veio em meu coração: Devo comungar agora! Foi então que paramos o carro em que estamos, em frente a referida residência. E ali mesmo, dentro do veículo sabendo que estávamos em três pessoas: Eu, Jesus Cristo e a minha companheira de missão, realizamos o Rito Sagrado da Comunhão. Após a comunhão que providencialmente foi realizada as 15h, - A Hora da Divina Misericórdia, Deus falou ao meu coração ao que marcante, eficaz e forte: "Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora. Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia. Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia”.” - (João 6,37-40) – Naquela tarde pude ver o próprio Deus vivo e presente em mim confirmando o quanto eu sou querido e amado por Ele. E vi que quem devia confessar-se, conversar com Cristo na pessoa do sacerdote que concede direção espiritual e quem devia tomar para si a referida comunhão aquele dia era somente uma pessoa, este servo de Deus que ora vos escreve. Por fim pude enxergar que Deus é um Deus providente e que nos ama infinitamente como só Ele é capaz. Ao comungar o Cristo vivo, comunguei por mim, por a pessoa que fui visitar e pelas famílias. E enfim, percebi, senti e pude viver na prática o que o nosso Mestre Jesus Cristo nos ensina: “Deus é quem une histórias para edificar vidas” este eficaz ensinamento é um fato concreto de que devemos viver intensamente pois só temos o hoje e o agora para amar e ser feliz.

Portanto: Vivamos e amemos como Deus nos pede e ensina diariamente!


Tiago da Silva Vasques

Escritor, palestrante motivacional e pregador

Campo Grande – MS.

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