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Milho: preço, safra dos EUA e demanda; o que saber antes de vender!


Em um momento de entrada da colheita do milho segunda safra, que segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), deve atingir 74,2 milhões de toneladas, o Canal Rural reuniu algumas informações para ajudar o produtor rural a tomar a melhor decisão. As informações são da Scot Consultoria. Confira! 1- Área plantada nos Estados Unidos A semeadura da safra de milho 2020/2021 foi concluída nos Estados Unidos em meados de junho. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a área cresceu 10,2% nesta temporada frente à 2019/2020. 2- Produção norte-americana Com o aumento na área e um clima favorável este ano, a produção norte-americana do cereal foi estimada em 406,29 milhões de toneladas em 2020/2021 frente às 345,89 milhões de toneladas colhidas no ciclo anterior. Isso significa um incremento de 17,4%. 3- Estoques mundiais De acordo com a Scot Consultoria, além dos Estados Unidos, a produção de milho deverá crescer em outros importantes produtores mundiais, como o Brasil, Ucrânia, México e Canadá. No caso da Argentina, as previsões iniciais são de manutenção da produção no próximo ciclo, por outro lado, a China deverá ter pequena queda no volume colhido. Com isso, os estoques finais mundiais deverão crescer em 2020/2021. Estão previstas 337,87 milhões de toneladas ao final da temporada, frente às 312,91 milhões de toneladas em 2019/2020 e as 320,13 milhões de toneladas em 2018/2019. 4- Diminuição na demanda Além da menor demanda mundial nos segmentos de nutrição animal, há expectativa de redução na procura por etanol dos EUA, devido à pandemia do novo coronavírus. Vale ressaltar que grande parte do milho norte-americano é destinado ao biocombustível. 5- Maior concorrência Com uma produção maior de milho nos Estados Unidos e queda na demanda, a expectativa é de preços mais competitivos para o milho norte-americano. A Scot afirma, por exemplo, que o grão na Bolsa de Chicago (CBOT), para julho de 2020 (vencimento mais próximo) fechou em US$3,29 por bushel em 15 de junho, o equivalente a US$ 129,53 por tonelada. Já o preço médio do milho exportado pelo Brasil em junho (até a segunda semana) foi de US$ 175,30 por tonelada, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “Entretanto, o dólar em patamar elevado esse ano é um fator que deverá contrabalancear essa situação. Outro ponto é a própria queda nos preços projetados com o avanço da colheita da segunda safra, que pode melhorar a competitividade do milho brasileiro”, pondera a empresa. 6- Preços no Brasil A expectativa da Scot Consultoria é que preços em queda para o milho do Brasil no curto e médio prazo. Isso ocorre devido à entrada da colheita no país, que já se encontra entre 5% e 10%. No entanto, a tendência poderia mudar caso o dólar mude o viés de baixa e comece a subir novamente.


Fonte Canal Rural

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