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Onda de frio intenso chega em 5 de julho; Sul do MS pode ter geada.



Confira as perspectivas para os próximos três meses. Confira onde choverá abaixo, dentro ou acima da média:

Centro-Oeste: inverno com chuva abaixo da média

O inverno 2020 será mais seco que o normal em todo o Centro-Oeste, de acordo com previsão probabilística da Universidade de Colúmbia. Além disso, apesar da chegada de algumas ondas de frio mais intensas, sobretudo no início da estação, a temperatura ficará mais elevada que o normal, especialmente em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. “No sul de Mato Grosso do Sul, há expectativa de temperaturas próximas de 0 °C no dia 5 de julho, em Dourados, a mínima é de apenas 1 °C, o que pode trazer geada para o milho segunda safra”, diz o meteorologista Celso Oliveira, da Somar.

Em julho, a chuva será abaixo da média nos três estados da região com maiores desvios negativos em Mato Grosso do Sul. Apesar da pouca chuva, o frio avança pela região deixando a temperatura mínima mais baixa que a média em boa parte dos três estados. Já a temperatura máxima ficará mais baixa que o normal no leste de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Em agosto, a previsão novamente é de chuva inferior ao normal em todo o Centro-Oeste. A temperatura permanecerá mais baixa que o normal entre o Vale do Araguaia-MT e Goiás, mas o foco vai para o aumento do calor no pantanal de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.

Em setembro, as primeiras pancadas de chuva retornam ao Parecis e região de Pontes e Lacerda, mas boa parte da região permanecerá com chuva abaixo da média. O calor vai predominar no Centro-Oeste, mas não há previsão de máximas persistentemente elevadas.

Para o último trimestre de 2020, no entanto, a situação inverte completamente. A chuva deve ficar acima da média em Goiás, Distrito Federal e norte de Mato Grosso. Somente em Mato Grosso do Sul receberá menos chuva que o normal.


Sul: inverno com chuva abaixo da média

O inverno 2020 será mais seco do que o normal na maior parte do Sul. De acordo com a previsão probabilística da Universidade de Colúmbia, somente algumas poucas áreas do oeste do Rio Grande do Sul e da costa da região terão chuva dentro da média.

Além disso, embora exista previsão de algumas fortes ondas de frio, elas não terão frequência suficiente para evitar um inverno mais quente que a média no Rio Grande do Sul e no interior de Santa Catarina e Paraná. No litorais catarinense e paranaense, a maior frequência de frentes frias deixará a temperatura dentro da média histórica.

Desde o fim de maio, a chuva retornou à região Sul aumentando a umidade do solo e favorecendo o desenvolvimento agrícola. Em julho, ainda há previsão de chuva, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, mas os desvios serão mais modestos do que os registrados em junho. Algumas simulações indicam chuva acima da média apenas entre Porto Alegre e Florianópolis. Na maior parte do Paraná, espera-se menos chuva que o normal.

O frio se intensifica-se novamente em julho e a previsão é de temperatura abaixo da média no norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Somente ao longo da fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, espera-se temperatura mais elevada que a média histórica. A frequência de quedas de temperatura vai aumentar em relação à junho e a maior onda de frio do mês acontecerá logo nos primeiros dias de julho. “Em meados do dia 5 de julho, há expectativa de temperaturas negativas em algumas lavouras do Sul, com risco de geada”, diz o meteorologista Celso Oliveira, da Somar.

A tendência é de chuva cada vez mais fraca à medida em que se avança no tempo. Natural, já que a temperatura do Pacífico vai diminuir cada vez mais até agosto. Neste mês, as simulações mais otimistas indicam chuva acima da média apenas entre o litoral de Santa Catarina e a serra gaúcha, ou seja, somente nas áreas mais próximas da costa dos dois estados. No interior do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, a chuva não alcançará a média histórica.

Em setembro, a chuva deve ficar abaixo da média em praticamente toda a região. E a situação não deverá mudar muito no trimestre outubro-novembro-dezembro com grande chance de chuva abaixo da média no Rio Grande do Sul e Santa Catarina e entre a média e abaixo da média no Paraná.

Sudeste: inverno com chuva abaixo da média

O inverno 2020 será mais seco que o normal em boa parte do Sudeste. Somente no norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo e no leste e norte de Minas Gerais, espera-se chuva dentro da média histórica, de acordo com a previsão probabilística da Universidade de Colúmbia.

A estação também será mais quente que o normal especialmente em São Paulo, mas isto não quer dizer que não haverá frio intenso. Apenas indica que as ondas de frio serão bastante espaçadas.

Em julho, a chuva deve ficar inferior à média em São Paulo e no oeste e sul de Minas Gerais, dentro da média no Rio de Janeiro e acima da média no Espírito Santo e no leste e norte de Minas Gerais.

Além disso, julho será mais frio que o normal, seja pela chegada de algumas fortes ondas de frio, seja pela maior umidade e nebulosidade diminuindo a temperatura máxima. A primeira já chega nos primeiros dias de julho

À medida que avançamos pelo inverno, a área de chuva abaixo da média aumenta. Na realidade, em agosto, deve chover mais que o normal somente no norte do Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais. Ainda há previsão de tardes frias em Minas Gerais e interior do Rio de Janeiro, mas a chance de ondas de frio mais fortes diminui a partir deste mês.

Em setembro, apesar da previsão de desvios negativos mais modestos, a chuva permanecerá abaixo da média em praticamente todo o Sudeste. A temperatura mínima e máxima ficará mais elevada que o normal em toda a região, mas não há previsão de calor persistente.

Para o último trimestre de 2020, no entanto, a situação inverte completamente. A previsão probabilística da Universidade de Colúmbia indica chuva acima da média no Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e centro e norte de Minas Gerais. Somente São Paulo, sul do Rio de Janeiro e sul e oeste de Minas Gerais vão receber menos chuva que o normal.


Nordeste: inverno com chuva acima da média

O inverno 2020 será caracterizado por chuva acima da média na maior parte do Nordeste. Apenas em algumas áreas do sul e oeste do Maranhão e da Bahia, a precipitação não alcançará a média climatológica. Além disso, a temperatura fica próxima da média na maior parte dos estados, com exceção do Maranhão, que terá uma estação mais quente que o normal. No interior da Bahia, também há previsão de frio pela entrada de algumas massas de ar polar.

Em agosto, novamente há previsão de chuva acima da média desde o sul da Bahia até o Ceará. No oeste da Bahia, Maranhão e Piauí, choverá menos que o normal. Por conta da maior quantidade de nuvens, a temperatura máxima vai permanecer mais baixa que o normal na Bahia, Alagoas, Pernambuco e Paraíba.

Em setembro, ainda há previsão de chuva acima da média ao longo de toda a costa do Nordeste, desde o sul da Bahia até o litoral do Maranhão. No interior, por outro lado, a chuva permanecerá mais fraca que o normal. A temperatura finalmente começa a subir ficando acima da média em toda a região.

Norte: inverno menos chuvoso que o normal

O inverno 2020 será menos chuvoso que o normal na maior parte da região Norte. Os desvios negativos serão percebidos no centro e sul do Amazonas, Rondônia, Tocantins e no sul e leste do Pará. Por outro lado, Amapá, norte do Pará e de Roraima e o oeste do Amazonas terão mais chuva que o normal. O Acre será o único estado com chuva dentro da média.

Além disso, a estação será caracterizada por temperaturas entre a média e acima da média. Mas naturalmente há previsão de eventuais quedas acentuadas de temperatura no Acre e Rondônia, fenômeno chamado de friagem.

Em agosto, a área com chuva abaixo da média aumenta consideravelmente. Somente Roraima, Amapá e o norte dos estados do Amazonas e Pará receberão mais chuva que o normal.

A temperatura máxima vai permanecer mais baixa que o normal no sul de Tocantins, mas já não há previsão da entrada de ondas de frio em Rondônia e Acre.

Em setembro, as poucas áreas com chuva acima da média serão vistas apenas no Amapá, ao longo da divisa entre Amazonas e Pará e no oeste do Acre. Em Rondônia, apesar da previsão de chuva abaixo da média, as primeiras pancadas favoráveis à instalação de grãos acontecerão a partir de setembro.

Para o trimestre outubro-novembro-dezembro, espera-se chuva dentro da média na maior parte da região. As poucas áreas com chuva acima da média serão vistas no Acre, Rondônia e norte de Roraima. Já a chuva abaixo da média será vista ao longo de boa parte da bacia do rio Amazonas e no norte do Pará.

A temperatura permanecerá entre a média e acima da média. Destaque para calor mais intenso que o normal em Manaus no último trimestre de 2020.


Fonte: Canal Rural

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